A maior Jornada da Juventude Saviniana da história terminou hoje. E ninguém saiu igual.
Foram três dias, de sexta (21) a domingo (23), que não cabem no calendário. Cabem no coração. No Memore, 380 jovens vindos de várias partes do Brasil viveram a XXVIII Jornada da Juventude Saviniana sob o tema “Há esperança para o teu futuro”. E se alguém ainda duvidava disso, bastava entrar no espaço e sentir. A esperança estava lá, viva, pulsando, renovando.
A abertura trouxe música, emoção e a fala intensa da Irmã Amparo Machado, que convidou todos a mergulhar no mar da esperança. Ela lembrou que a esperança não é ideia nem teimosia; é dom. É força divina que habita cada jovem, sustentada pela ressurreição de Cristo, capaz de transformar derrotas em recomeços. “Há esperança para o teu futuro”, dizia ela, como um sopro que reacendia almas cansadas.
E esses dias reacenderam mesmo. Houve adoração, oficinas, confissão, apresentações artísticas, o Cinefórum com o filme O Pássaro Branco, momentos profundos de louvor e uma celebração final que arrancou lágrimas, muitas lágrimas, de quem não queria ir embora desse pequeno pedacinho de céu.
O Padre Francisco José Carvalho de Souza, um dos mais animados da Jornada, resumiu o espírito desses encontros ao dizer que estar com a juventude é uma renovação da alegria interior. Segundo ele, o jovem carrega essa força de avanço, de conquista, e as gerações se completam quando caminham juntas.
As histórias vividas ali comprovam isso. O casal Savina Rocha e João Vítor, voltou este ano trazendo a filha de um ano e cinco meses. Savina conheceu a Jornada por meio dele. João contou que participar é algo que só se entende vivendo. “É muita emoção. Hoje nossa família está aqui e temos a oportunidade de servir.”
Para Henrique Levi, de Caucaia, no Ceará, tudo parecia novo mesmo sendo sua terceira vez. Ele disse que a experiência é renovadora e que, neste ano jubilar da esperança, o impacto foi ainda maior. Henrique lembrou a reflexão do Padre Antônio Cruz, de que não existe o futuro, mas o presente, que é presença. “Você sai daqui outra pessoa”, afirmou.
Jurandir, da Paraíba, que já soma dez Jornadas, disse que chegou inquieto e sai leve, mais tranquilo e profundamente conectado com Deus.
E no meio de tantas vozes, uma fala ganhou força para encerrar o encontro: a de Maria Beatriz, de Parnaíba. Ela disse que viveu uma reconexão com Cristo e sentiu uma alegria imensa ao ver tantos jovens buscando o mesmo propósito. Contou que agora entende sua missão: levar esse amor adiante, compartilhar essa esperança com quem ainda não a encontrou. “Aqui eu senti mais a presença de Deus e quero transmitir tudo isso”, afirmou.
Quando os jovens se abraçaram no fim, chorando, agradecendo, guardando cada segundo desses três dias de purificação, não era apenas o encerramento de um evento. Era o início de algo muito maior.
A Jornada da Juventude Saviniana 2025 terminou hoje, mas a esperança que ela despertou segue viva, caminhando para o futuro junto com cada um deles.

